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Claude Haiku 5.5 é o modelo pequeno da família Claude 5.5 da Anthropic. Ele foi feito para tarefas de alto volume e baixa latência: classificação, roteamento, extração, resumos, compactação de contexto, consultas a bases e atendimento ao vivo. O destaque é o salto em relação ao Haiku 4.5. Segundo a Anthropic, é o modelo pequeno mais capaz que já lançaram, e o mais rápido na velocidade padrão. Também é o primeiro Haiku com esforço ajustável, o que permite escolher o quanto o modelo pensa.

Quando usar o Haiku 5.5, o Sonnet 5.5 e o Opus 5.5

Os três modelos se complementam. A Anthropic posiciona o Haiku 5.5 para trabalho estreito e repetitivo, o Sonnet 5.5 para o dia a dia com escopo claro, e o Opus 5.5 para trabalho complexo e aberto.
Uma combinação que funciona bem: o Opus 5.5 ou o Sonnet 5.5 conduz o trabalho, e o Haiku 5.5 atua como subagente em buscas, classificação, extração e compactação.

O que muda em relação ao Claude Haiku 4.5

Mais capaz no trabalho repetitivo

O Haiku 5.5 cobre o mesmo tipo de tarefa do Haiku 4.5 com uma margem bem maior. Em trabalho profissional (GDPval-AA), a pontuação publicada pela Anthropic sobe de 735 para 1.620. Em uso de computador no subconjunto offline do OSWorld 2.1, sobe de 15,7% para 72,4%.

Mais rápido, com esforço ajustável

É o modelo mais rápido da Anthropic na velocidade padrão de cada modelo. O modo Fast dos modelos Opus ainda pode ser mais rápido. O thinking é adaptive e vem ligado por padrão, com esforço medium. Em esforço mais baixo, o modelo pensa menos e pode pular o thinking em pedidos simples.

O que os primeiros testes mostraram

  • A Asana mediu mais de 30% menos latência na conclusão de tarefas e até 2,5 vezes mais velocidade de inferência por turno, em triagem de bugs, setup de projetos e busca em portfólios.
  • A HubSpot registrou 92,8% em uma suíte de tarefas de CRM (média de três execuções). Numa auditoria de registros antigos e ambíguos, o Haiku 5.5 foi o mais rápido, com a maior taxa de acerto e a menor taxa de falso positivo entre os modelos testados.
  • A AlphaSense, em cerca de 8 milhões de chamadas semanais de perguntas sobre documentos, comparou 400 consultas: 0,84 contra 0,76 do Haiku 4.5.
  • A Box viu 11 pontos acima do Haiku 4.5 com cerca de metade da latência, em relatórios e resumos que rodam em escala.
  • No Devin Fusion, o Haiku 5.5 como modelo auxiliar manteve 66,2 no FrontierCode com o Opus 5.5 na liderança, com menos latência.

O que os benchmarks mostram

Nos resultados publicados pela Anthropic, o salto em relação ao Haiku 4.5 é grande em quase todas as áreas. Em coding agêntico de terminal, o Sonnet 5.5 continua bem à frente. Na avaliação independente da Artificial Analysis, a variante de esforço baixo marcou 29 no Intelligence Index, em 22º lugar entre 182 modelos da mesma classe. A mediana da faixa de preço é 13. Nessa medição, o modelo gerou texto a 181 tokens por segundo e custou US$ 0,02 por tarefa do índice. Também foi conciso: 32 milhões de tokens de saída no índice, contra uma mediana de 100 milhões. No BenchLM, o agregado parcial é 66,35 de 100, em 28º lugar entre 888 modelos. A cobertura ainda é parcial (18 benchmarks), então a nota é conservadora. O Haiku 4.5 aparece com 41,45 no mesmo ranking.
A tabela foi publicada pela Anthropic. O Intelligence Index da Artificial Analysis mede a variante de esforço baixo, e o agregado do BenchLM usa cobertura parcial. Os resultados dependem do harness, das tools e do effort. Valide no seu fluxo antes de trocar uma configuração em produção.

Onde ele não lidera

  • Em coding agêntico complexo, como o Terminal-Bench 4.0, o Sonnet 5.5 e o Opus 5.5 continuam claramente mais fortes (70,6% contra 39,2% do Haiku 5.5).
  • Em trabalho profissional aberto, o Sonnet 5.5 ainda fica à frente (1.840 contra 1.620 no GDPval-AA).
  • O tempo até o primeiro token sobe quando o thinking está ativo. Para classificação e extração simples, um esforço mais baixo tende a responder antes.

Onde ele gera mais valor

Uma fila que precisa ser classificada o dia todo

E-mails, chamados e mensagens chegam sem parar, e cada um precisa de um assunto, uma urgência e um destino. O Haiku 5.5 aplica as mesmas regras em volume, com latência baixa. Resultado esperado: cada item sai com categoria, prioridade e roteamento, e os casos ambíguos ficam separados para uma pessoa.

Perguntas curtas sobre muitos documentos

O usuário faz uma pergunta específica sobre um ou poucos arquivos, milhares de vezes. O modelo localiza o trecho, responde só o que foi pedido e aponta a origem. Resultado esperado: respostas curtas, com a citação do trecho, sem reescrever o documento inteiro.

Um subagente ao lado de um modelo maior

O Sonnet 5.5 ou o Opus 5.5 monta o entregável. O Haiku 5.5 entra só para buscar um número, resumir um anexo ou compactar o contexto antes da próxima etapa. Resultado esperado: o modelo maior gasta o contexto no julgamento, e as consultas repetidas ficam no Haiku 5.5.

Como aplicar na Tess

1

Escolha trabalho estreito e repetitivo

Prefira classificação, roteamento, extração, resumo e subagentes. Para trabalho aberto ou coding longo, prefira o Sonnet 5.5 ou o Opus 5.5.
2

Feche o formato da resposta

Envie as categorias, os exemplos e o formato exato da saída. Diga o que fazer quando o caso não couber em nenhuma categoria.
3

Defina tools e aprovações

Habilite apenas as ferramentas necessárias. Exija confirmação antes de enviar, publicar ou alterar dados.
4

Use menos esforço nas tarefas simples

Classificação e extração curta costumam bastar com esforço baixo. Reserve esforço maior para quando a tarefa realmente precisar de raciocínio.
5

Amostre antes de escalar

Rode um lote pequeno, confira erros e falsos positivos, e só então aumente o volume.

Três playbooks para começar

1. Classificação e roteamento

Entrada: mensagens ou chamados, a lista de categorias e exemplos de cada uma.
Tools: nenhuma, ou a fila de origem apenas para leitura.
Pronto quando: cada item tem uma categoria da lista ou está marcado para revisão, sem texto extra.

2. Extração com citação

Entrada: um ou poucos documentos e a pergunta.
Tools: leitura de arquivos.
Pronto quando: a resposta é curta, cada fato tem origem e a ausência de dado fica explícita.

3. Subagente de consulta

Entrada: a pergunta pontual do modelo principal e os arquivos onde a resposta deve estar.
Tools: leitura de arquivos.
Pronto quando: a saída cabe no próximo passo do modelo principal, sem contexto desnecessário.

Limitações e boas práticas

  • Para trabalho complexo, aberto ou de coding longo, o Sonnet 5.5 e o Opus 5.5 continuam sendo a escolha mais segura.
  • O tokenizer novo conta cerca de 30% mais tokens que o Haiku 4.5 para o mesmo texto. Um limite de saída calibrado no modelo anterior pode cortar a resposta.
  • Contexto de 1M tokens não substitui seleção de informação. Envie apenas o conteúdo relevante.
  • Os safeguards de cibersegurança são mais restritivos que os do Haiku 4.5 e bloqueiam pentest e técnicas mais associadas a ataque. Tarefas defensivas têm uma faixa mais ampla que no Sonnet 5.5.
  • Os safeguards de biologia são os mesmos do Sonnet 5, do Sonnet 5.5 e do Opus 5.
  • Revise uma amostra antes de publicar, enviar ou automatizar decisões.
  • Mantenha aprovação humana para decisões financeiras, jurídicas, clínicas ou de alto impacto.
Veja também: Modelos e Custos · Claude Sonnet 5.5 · Claude Opus 5.5 · Claude Haiku 5.5 — Anthropic · Claude Haiku 5.5 — documentação da Anthropic.